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Eclipse Lunar Penumbral

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Eclipse lunar é um fenômeno astronômico que ocorre quando a Lua é ocultada totalmente ou parcialmente pela sombra da Terra, em geral, sendo visível a olho nu. Isto ocorre sempre que o Sol, a Terra e a Lua apresentam um certo alinhamento, estando a Terra no meio destes outros dois corpos. O eclipse lunar ocorre quando a Lua cheia coincide com a passagem da Lua pelo plano da órbita da Terra. Este ponto onde a órbita da Lua se encontra com o plano da órbita da Terra chama-se nodo orbital, o qual é responsável também é responsável pelo tipo e duração do eclipse. O nodo pode ser classificado como ascendente ou descendente, de acordo com a direção que a lua cruza o plano. Ao contrário dos eclipses solares que são visíveis apenas em pequenas áreas da Terra, os eclipses lunares podem ser vistos em qualquer lugar da Terra em que seja noite no momento do eclipse.

A sombra projetada pela Terra possui duas partes denominadas umbra e penumbra. A umbra é uma região em que não há iluminação direta do Sol e a penumbra é uma região em que apenas parte da iluminação é bloqueada. Os eclipses lunares podem ser classificados de acordo com a parte da Lua que é obscurecida pela sombra da Terra.

Um eclipse total da Lua acontece quando a Lua fica inteiramente imersa na umbra da Terra; se somente parte dela passa pela umbra, e resto passa pela penumbra, o eclipse é parcial. Se a Lua passa somente na penumbra, o eclipse é penumbral. Um eclipse total é sempre acompanhado das fases penumbral e parcial. Um eclipse penumbral é difícil de ver diretamente com o olho, pois o brilho da Lua permanece quase o mesmo. Durante a fase total, a Lua aparece com uma luminosidade tênue e avermelhada. Isso acontece porque parte da luz solar é refractada na atmosfera da Terra e atinge a Lua. Porém essa luz está quase totalmente desprovida dos raios azuis, que sofreram forte espalhamento e absorção na espessa camada atmosférica atravessada.


Se a Lua entra inteiramente na região de penumbra ocorre o raro eclipse penumbral total que pode gerar um gradiente de luminosidade visível, estando a Lua mais escura na região que se aproxima mais da umbra.

Saros

O Sol e o nodo ascendente ou descendente da Lua estão na mesma direção uma vez cada 346,62 dias. Dezenove de tais períodos (=6585,78 dias = 18 anos 11 dias) estão próximos em duração a 223 meses sinódicos. Isto significa que a configuração Sol-Lua e os eclipses se repetem na mesma ordem depois deste período. Este ciclo já era conhecido pelos antigos Babilônios, e por razões históricas, é conhecido como Saros, que significa repetição em grego.

Colaborou: Sandro S. Figueiredo (Graduado em Física pela UNIFAP; Mestrado no P. P. G. em Ciências Farmacêuticas - UNIFAP)

Como se formam as marés

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 As marés dependem de diversos fatores, como perturbação gravitacional do Sol e da Lua, a própria fase da Lua, profundidade da costa e até mesmo o movimento de rotação da Terra. Mas de forma geral, o fator preponderante é a perturbação gravitacional da Lua. É importante ressaltar que o Sol também influencia as marés de forma significativa, porém em menor escala se comparada à influência da Lua.

A atração gravitacional exercida pela Lua sobre a Terra não é percebida nas partes sólidas como as massas continentais, por exemplo. Entretanto, nos oceanos e consequentemente mares e rios que são massas líquidas pode-se perceber facilmente o resultado dessa atração. As marés.
Influência da Lua nas marés aqui na Terra. (Créditos: http://astro.if.ufrgs.br)
Devido à fluidez das massas líquidas, estas sempre são atraídas para a face da Terra que se encontra voltada para a Lua, formando a maré alta nesta região. Todavia, devido o princípio de ação e reação (3ª Lei de Newton) e a própria fluidez das massas líquidas, forma-se outra maré alta na face da Terra que se encontra oposta à Lua. Dessa forma, naquelas regiões que se encontram formando um ângulo de aproximadamente 90° com a Lua formam-se as marés baixas.
O bojo maior forma-se por influencia da Lua. O menor por influencia do Sol
Contudo, devido ao movimento de rotação da Terra, após aproximadamente seis horas (6h 12m), a face que está voltada para a Lua terá se deslocado 90°. O resultado desse deslocamento é que onde havia maré alta, agora estará com maré baixa. Então cada maré acontece duas vezes a cada 24h e 48m. Logo temos praticamente duas marés altas e duas marés baixas de forma intercalada durante o dia.

Outro fator a ser considerado é o momento em que Terra, Lua e Sol encontram-se alinhados (conjunção). Quando isso ocorre, as atrações gravitacionais da Lua e do Sol somam-se, provocando marés altas maiores do que as que se formam quando os três corpos não estão alinhados. Estas são as marés de quadratura ou lançante, como são conhecidas pelos amapaenses.
Note a diferença entre os bojos de quando Terra, Lua e Sol estão alinhados e quando não estão.
Para saber mais, inclusive com tratamento matemático. Acesse: http://www.sc.ehu.es/sbweb/fisica/celeste/mareas/mareas.htm

A página está em espanhol, mas o texto é de fácil compreensão.

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